terça-feira, 22 de março de 2011

19/03/2011 - Evento Poético - Palestras sobre BTIC

Nossa, o que falar desse sábado???
Posso afirmar que foi mágico pra mim. Tarde gostosa, fria, leve garoa... em meio a árvores fabulosas que me acolhiam como se me pegassem no colo e ninasse... e dissesse que ficaria td bem... qdo cheguei no local, sabia que seria ali ao dar de cara com aquela roda perfeita de pura vida e troncos.
E pensar que td começou numa conturbação essa idéia de palestra... um amigo querido havia discutido comigo por conta de algumas atitudes minha (idéias mal interpretadas) que ele não concordava... td bem, ninguém tem que concordar sempre... e boa parte do que me falam sempre guardo para refletir se realmente não tem uma parte verdadeira.. e tirei muito do que ele disse pra mim naquele dia... doeu, mas também me incentivou a correr atrás do que quero. E queria muito me sentir contribuindo para nossa fraternidade. Então me ofereci para palestrar. Não tinha a menor idéia do que falar ou de como falar, já que nunca tinha feito isso antes e tenho medo de falhar ao passar informações do tipo que são tão importantes pra mim. Como já tinha em mente que 2011 seria um ano de vencer barreiras e bloqueios, dei a cara a tapa e me ofereci. Confesso que só parei pra organizar mesmo o que iria falar na semana da palestra, eu tava fugindo, confesso... lembro que no ônibus, indo pra facul, começava a devanear mentalmente sobre os assuntos e tinha muitas idéias... mas até colocar no papel, confesso que já tinha esquecido..rs Isso que da ter tanta coisa na cabeça ao mesmo tempo..rs Eu escrevi uns 4 textos diferentes de coisas que queria falar... em vão!! rss Fiz roteiros com tópicos do que falar... pufff.. atoa tb, não o usei... o mesmo amigo do inicio desse relato no dia da palestra me disse que não daria certo mapear o que falaria... kkk “entrei em pânico aquela hora”... Ai ele disse outra coisa que me tocou  "seja fluídica". Ai lembrei que boa parte das minhas coisas são assim... sem forçar... E foi o que fiz... segurei o nervosismo (não muito, pois vendo os vídeos vi como minha voz estava tremida e chorosa..rs) e enfrentei...
Cheguei lá, naquele local sagrado com meus irmãos de caminhada, feliz da vida por tá ali e me sentir importante no grupo aquele dia... me olhavam com expectativas... Lembro do abraço do Lobinho tão reconfortante me dizendo no ouvido como eu estava linda aquela tarde.. e realmente me sentia bem demais comigo mesma... acho que ele me viu de dentro pra fora aquela hora... acendi meus incensos, fiz minhas preces internas... chamei os deuses para me banhar com suas sabedorias...e esperei a Lobinha concluir sua parte... quando ela passou pra mim, eu não tinha nada em mente do que falar... branco geral kkkkk mas foi indo...
E foi bom, acredito que consegui tocar umas pessoas, ver no rosto de uma menina que algo nela havia mudado com minhas palavras foi gratificante demais... e imaginei como meu mestre deve se sentir quando nos vê progredindo...
Falamos das bases da BT, do CBT, falamos de música, cultura, tiramos dúvidas... enfim, passamos nossa mensagem.
Não acho que foi perfeito, tenho muito a aprender para realmente palestrar de forma digna como acho que a BT mereça ser passada, mas dei meu primeiro passo para essa contribuição e espero de verdade que a poesia maior daquela tarde, "o conhecimento propagado" perdure no coração de todos que ali estavam...
Agradeço à todos que tornaram td tão gostoso e familiar... agradeço ao mestre pela  bagagem, aos fraternos pela confiança e toques, preparação... agradeço ao universo, por mais uma experiência magnífica, para juntar à minha bagagem de vivências!



Repassando, reflitam: Integridade da Nação - Folclore - Bruxaria Tradicional

 Claro que a Integridade da Nação é muito mais do que simples política.

Este encontro foi inicialmente anunciado no Facebook como «evento pagão e nacionalista.» O que tem o «pagão» a ver com o «nacionalista»? Tem tudo a ver uma coisa com outra precisamente no contexto da Integridade da Nação.

E porquê?

Porque toda a Nação é na sua raiz pagã.

Uma Nação é composta de vários elementos, a saber: Raça, Língua, Folclore, Religião.

Sem Raça, uma Nação não é uma Nação; poderá quando muito ser uma Pátria. Mas uma Pátria que tenha mais de uma Nação no seu seio é como se fosse um império, podendo ver-se um exemplo disso mesmo aqui ao lado, em Espanha, onde a pátria espanhola contém várias nações, sendo que uma delas, Castela, controla as outras: Galiza (talvez uma parte da Portugaliza...), Astúrias, Catalunha e Euskadi (País Basco).

Sem língua própria, diferenciadora em relação ao que a rodeia, não há nação, pelo menos na Europa - uma «nação» sem língua não é uma Nação, é uma província. O Minho, o Algarve, por exemplo, não são nações; a Catalunha, esta sim, é uma Nação, tal como Portugal, Irlanda, Islândia, Grécia, etc...

Sem Folclore, isto é, o conjunto de lendas e mitos, danças e cantares, usos e costumes de determinado Povo, uma Nação vai a caminho da morte, porque já não tem vida interior...

Sem Religião, sem a sua própria religião, uma Nação está gravemente mutilada na sua identidade espiritual.

Obviamente que os ateus poderão pôr em causa a necessidade, sequer a existência, de uma identidade espiritual, mas isso é outra questão, da qual já se vai tratar...

Ora eu falei em religião própria. Tanto quanto sei, não há Povo sem religião, na sua origem. Todos os Povos da História conhecida, por mais primitivos que fossem, tiveram e/ou têm alguma forma de religião. Porque o ser humano é inerentemente espiritual e, consequentemente, em todas as raças, em todas as etnias, em todas as nações, numa palavra, em todas as estirpes, surge a Religião. A religiosidade brota naturalmente no seio de todo e qualquer Povo, goste-se ou não, e não estou neste caso a emitir juízos de valor. Por conseguinte, a Religião começa por ser algo de inerentemente étnico, tal como a língua. O idioma também brota no seio do Povo. Quanto às religiões universalistas, surgem mais tarde, à posteriori, em certas e determinadas circunstâncias históricas.

A religião étnica, a religião que brota naturalmente no seio do Povo, é o Paganismo - ou os Paganismos. Digo Paganismos, plural, porque cada Povo terá a sua própria religião étnica. Daí o falar-se em religião grega, religião romana, religião céltica, germânica, eslava, báltica, etc....

Assim, toda a Religião Nacional é, à partida, um Paganismo. O Japão, por exemplo, tem a sua religião nacional, o Xintoísmo, que é, digamos, o Paganismo japonês, tal como a Índia tem o seu Paganismo indiano, que é o Hinduísmo.



Posted by Caturo

Fonte: http://gladio.blogspot.com/2011/03/sobre-integridade-da-nacao.html

Ursa menor destaca: A Roda do Ano Celta


Existem inúmeros ritos relacionados com o paganismo, de uma forma geral, e articularmente com a bruxaria. Muitos deles são bastante pessoais, ou relacionados a tradições específicas, mas, de maneira geral, pode-se dizer que toda a ritualística acaba centrando-se na idéia de comemoração dos ciclos naturais.
A celebração dos ciclos naturais é certamente uma das formas mais antigas de rito humano. O caráter cíclico da natureza foi reconhecido pela espécie humana há muitos milênios, e a própria sobrevivência da espécie foi relacionada a esses ciclos. Quando dependíamos da caça e da colheita, era vital acompanhar as manadas em seus deslocamentos sazonais, conhecer os momentos propícios para colher os frutos ou armazenar alimento. Depois, com o desenvolvimento da agricultura, o conhecimento desses ciclos passou a ser ainda mais essencial.


A idéia de celebrar, de comemorar a passagem dos ciclos naturais, era encarada pelos nossos antepassados como uma verdadeira forma de preservá-los. Na filosofia pagã, o Homem e a Natureza são indissociáveis e, portanto, mutuamente responsáveis pela sua preservação. Celebrar os ciclos, ou os seus vários momentos, era um modo de mostrar à Natureza (e às divindades naturais) a gratidão, de expressar a alegria pelos dons recebidos e, em vários momentos, de devolver à Terra aquilo que por ela era proporcionado. Magicamente, a celebração dos ciclos naturais possuía o caráter retributivo, ou seja: ofertava-se à Natureza o fruto do trabalho, para garantir que este fruto seria sempre colhido. Que o equilíbrio natural se preservaria e o suceder das fases seria contínuo.Não diferente os Celtas desenvolveram suas festividades ligadas às essas mudanças de estações para ofertar aos seus Deuses e Ancestrais o agradecimento de mais uma estação passada e dar as boas vindas ao que está por vir, sempre pedindo através de orações, cantos e danças as bênçãos e proteção para continuar uma jornada de boa-venturança.



As festividades celtas eram divididas apenas em 4, isso mesmo, 4 ritualísticas aos quais antecediam as estações do ano, Samahain, Oimlec, Beltane e Lughnasadh. Na comemoração de Samhain preparavam-se para a chegada do inverno a estação mais rigorosa onde muito dos velhos, enfermos e crianças pequenas não sobreviviam as extremas temperaturas e pediam a proteção aos Ancestrais para que todos das família fiquem protegidos dessa longa jornada que simboliza a morte. Em Oimlec comemoram o fim do período de morte e a chegaram do sol com a beleza primaveril. Todo o encanto dessa estação, inspirando a todos os amantes e principalmente aos bardos em suas canções alegres e a benção de que a vida continua apesar de todo o sofrimento passado. A chegada de Beltane é a mais festiva com o aparecimento da luz solar, suas profecias de um ano melhor e o auge do amor entre os amantes. Lughnasadh é o momento de reunir os amigos, festejar e jogar. Lembrar de nossas tradições, dançar ao ritmo das musicas alegres e agradecer à todos por mais uma longa caminhada na roda da vida.
Os celtas não denominavam suas festividades como Sabath, esses termos são usados pelos judeus para nomear suas festividades e historicamente não lembro de ler alguma referências sobre tal contato entre os Celtas e os Judeus na era pré-cristã, muitos menos registros antropológicos.
Apesar dos Celtas invadirem a Grécia e outros territórios da Europa, eles não comemoravam os equinócios e solstícios, essas são festividades helênicas, não havendo nenhuma referência Celta na comemoração dos mesmos. Como podemos observar essas culturas são distintas e tradições com identidades próprias.
(Texto do meu  querido Corujito)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Deixando fluir...



Como é bom quando vencemos nossos desafios. Nossos medos ficam pequenos e jogados de lado e ao invés dele te preencher vem um prazer sub humano... o êxtase... quantas pessoas deixam de experimentar os melhores sentimentos já conhecidos nessa vida como o de superação... por medo! Pode parecer algo bobo vencer um bloqueio... mas não para aquele que aprende que nada tem limite e td realmente se transmuta, se transforma e se configura de maneira diferente... como é bom saber que de dentro de cada lagarta vive uma borboleta, pronta pra sair e transformar nosso caminho em um caminho mais belo.
Como queria expor ao mundo minha alegria hoje de estar trilhando um caminho tão belo, e cheio de riquezas que não possuem valor algum nesse mundo... mas são os bens mais preciosos de corações puros e livres. Senti um bater de asas dentro do peito e agora quero voar... quero sentir o vendo de mais perto... mergulhar no oceano mais profundo que é meu próprio ser. Ir de encontro  com o maior de todos os mestres que é o próprio universo. Ser Uno a ele... vibrar e interagir com todos os elementos e seres naturais.
Essa manhã conversei com uma fada enquanto ia trabalhar... e rimos juntas da cegueira das pessoas ali à volta... que não podiam contemplar o que víamos, sentir a força pulsante em cada fragmento de cosmo espalhado ali... contei a ela sobre sábado... sobre meu encontro poético com meus fraternos... descobri que estávamos em sua casa... e que ela nos abençoou e dançou em volta de nós em plena alegria pelo evento.
Conversando com ela lembrei-me do que meu mestre fala sobre o poder pessoal. Lembro de um exercício onde ele dizia que se colocarmos nosso intento em algo, isso se torna maduro, concreto e forte a ponto de ultrapassar barreiras indivisíveis. 
Certo, taí o gancho para compartilhar conhecimento... 
vou falar um pouco do intento. Essa palavrinha já gerou polemica entre os meus... muitos discutiram sobre o que ela realmente quer dizer...
Lembro que cogitaram a idéia de intento ser o mesmo que intenção. Parece o mesmo não??? Mas não é. E se entendi bem, a diferença é que meu intento é meu poder pessoal, a força que emprego em algo, e intenção é colocá-la em prática.. seria a ação do meu foco. Poder pessoal é quando eu traço um objetivo único e sigo em direção a ele em linha reta, sem interrupções ou problemas, e o alcanço. Esse percurso é um ato de poder, eu o conduzo. Faço acontecer...
Parece fácil??? Não é... rs
E sabe pq não?? Racionalizamos demais... procuramos um por que para td e isso estraga o ato em si.
Recentemente dei de cara com isso. Tive um ato de poder!!!
Vou resumir...
Estava na estrada dias desses conversando com minha mãe sobre assuntos banais... do nada me veio à imagem do meu altar em casa... e nele minha vela crepitava... ai pensei... pq to vendo meu altar... minha vela de 7 dias que ta quase no fim??? Ai pensei mais... sua louca!! Rs Ai tomei uma peia do fogo.. é eu falo com o fogo... e ele fala comigo algumas vezes... e me indagou até qdo ignoraria meus avisos... ai pensei naquilo e lembrei de certa ocasião da minha vida.. 
Uns anos atrás... eu ritualizei com salamandras... na verdade “brinquei” com elas... e naquela noite qdo fui dormir, uma delas me cutucou e falou “vai apagar tua vela” ai eu abri meus olhos e falei pra ela “não usei velas no ritual... vai dormir” rs... então eu adormeci e acordei horas mais tarde com minha casa em chamas... realmente não tinha acendido velas aquela noite, mas minha casa sofreu um curto onde por muito pouco não queima a casa toda, como estávamos todos dormindo  não notamos o acontecido... bom, voltando ao contexto inicial... lembrei dessa história quando o fogo me cutucou... e fiquei encanada... Mas como falar pra minha mãe voltar 45 minutos de estrada pq o fogo me falou pra seguir meus instintos... rs
Então fiz o que a maioria das pessoas “normais” faria... chamei Morrigan!! kkkkkk
Sei lá pq a escolhi, mas chamei por ela.. e pedi que me ajudasse. Cheguei à casa da minha mãe... tomei um banho, quando sentei no sofá tomei um safanão do fogo e só ouvi ele gritar “faça” e minha pele começou a queimar. Levantei... corri pro quarto e deitei. Não sei como ainda, mas eu saí do meu corpo tão rapidamente, que nem parecia projeção,  fui até minha casa e apaguei a vela que realmente estava em cima dos meus livros da faculdade prestes a cair... Absurdo?? Pra alguns pode ser... mas pra mim??? Não, Ato de poder!!!  Precisei fazer uma coisa, fui e fiz com meu intento. Não sei como, não pensei em como, e nem racionalizei nada... só sabia que precisava fazer algo e fiz. Tão rápido que nem me admira hj pensar em como foi fluídico esse ato.
Era uma vela de 7 dias quase no fim... não tinha como apagar sozinha... dia seguinte cheguei em casa com ela apagadinha e quietinha no cantinho dela... E o fogo amigo soprando em meu ouvido... ahh velho amigo, obrigada... 


Certas coisas não se explicam... apenas são! 


http://www.youtube.com/watch?v=H_BE6ILStnM

sexta-feira, 18 de março de 2011

Iniciação... entendendo o que de fato essa palavrinha significa

Para alguns essa pergunta nunca seria levada à tona, pois uma iniciação passa a ser apenas mais um título que fica na bolsinha esotérica, junto do horóscopo e de tantas outras lembranças.

E agora? Isso vai depender de sua visão sobre o que é uma iniciação, pode ser o devido reconhecimento por uma bela caminhada, com dificuldades e lutas principalmente nos primeiros estágios que é uma busca por quem você realmente é, trabalhando suas crenças, seus traumas, sua visão e limitação, aqui eu diria que é um momento de reflexão, de entendimento por tudo o que se andou, por tudo o que se percorreu, é o momento de fazer a devida analise, fazer os cálculos e traçar o rumo para uma nova peregrinação.

Para quem acredita que uma iniciação lhe promove dons especiais, que sua vida vai melhorar e terá dinheiro, amor e todo tipo de alegria, lamento dizer, mas isso não acontece sem o diário aperfeiçoamento do estado de viver bem e melhor, você ainda sentirá a dor, o medo, o lamento, terá que caminhar, aprender e vivenciar, será que todas essas expectativas foram geradas por quem te iniciou? Ou foi você mesmo que acreditou nisso diante dos contos milagrosos dito por alguns expoentes do mundo cinematográfico?

Lembro de uma vez que me indagaram sobre isso, o que uma iniciação traria, disse que quanto mais próximo do caminho dos deuses, mais deuses seriam; o fato é que a natureza não dá saltos, temos que a cada momento sermos mais e mais sábios e vivenciarmos o maior número de ações, nosso padrão vibratório não irá mudar, somente por que alguém que te iniciou desejou, ele até certo tempo pode trazer algumas influências, mas cabe a você ter uma visão diferente daquela na qual você chegou.

Geralmente as pessoas estão tão preocupadas com seus mestres, ou melhor, com os outros, que chegam a ser incapazes de se auto-analisarem, chamamos isso de miopia mística, alguns pensam que quanto mais antigo é o tal caminho, o tal templo, a tal ordem, isso o fará melhor, esta ilusão deve ser quebrada!

Hoje vejo tantos jovens falando de “Ordens Iniciáticas” com belos nomes em latim, se atestando que é antigo ou que é jovem, mas deriva do antigo, que tem permissão para o culto, que é oficial, e tantas coisas sem sentido, a não ser a limitação espiritualista baseada nas muletas das “imaginárias certificações holísticas”.

Comentando, com um aprendiz, disse o que digo sempre, que se o sujeito tem que se respaldar no nome de alguém, é por que sua filosofia/ caminho não tem estrutura em ser plena sozinha. O melhor caminho, a meu ver logicamente, é aquele que te inspira por boas paisagens, o que te torna melhor, mais amplo, mais verdadeiro. E francamente tenho visto muita gente tentando imitar os meus passos quando na verdade deveria parar de pisar nas minhas pegadas e escutar o que eu digo, ou caso tenha esse interesse em aprender tanto sobre minhas crenças, é simples, é só pedir, adoro compartilhar, a peregrinação não é um caminho dos ditos “segredos ocultos” e sim um ato filantrópico de partilhar.
A melhor peregrinação esta na alma, esta na marca que ela causa ao caminhar pela arte da vida, coisa que nenhum ser imaginário vá te marcar, tal como se marca um gado!

Percebo que tanta gente tem vontade de ensinar, e isto é bom, vejo tantos buscando caminhar em caminhos tradicionais, o que realmente falta, seria a humildade de entenderem que esse caminho não pertence a alguém, o caminho é dado para quem sabe caminhar por ele, conhecer suas paisagens, falar sobre as “tradições da antiguidade” esta muito além de suas crenças, e geralmente esquecem desse agregado, e sentimos ser uma pena, pois se satisfazem bebendo em copinhos de plástico enquanto poderiam mergulhar profundamente sobre essas águas tão vastas e enriquecedoras.

 Autor: Ricardo DRaco

Sejamos mais seletivos!!

 
Temos visto diversas vezes gente acusando ou se defendendo sobre o conceito elitismo, antes de qualquer coisa, o que significa elitismo? Vamos ao artigo Political Anthropology – An Introduction, Massachusetts: Bergin & Garvey Publishers, l983.:

“O Elitismo provém, não da prosperidade ou de funções sociais específicas, mas de um vasto e complexo corpo de símbolos, inclusive de condutas, estilos de vestimenta, sotaque, atividades recreativas, rituais, cerimônias e de um punhado de outras características. Habilidades e aptidões que podem ser ensinadas são conscientes, enquanto o grande vulto de símbolos que forma o verdadeiro elitismo é inconsciente.”

Portanto o elitismo não deve ser caracterizado com base na divisão urbana ou campesina, não se difere por funções sociais.

Diríamos, com muita propriedade, que a Bruxaria Tradicional é seletiva, pois embora muitos queiram aparentar seguidores de uma pseudo aristocracia magista, aqui cabe bem o termo falácia, ela tem perdido esse caráter de “Ordem de Mistérios” tal como muitos querem equivaler com a maçonaria, gradualmente tem se colocado cada vem mais acessível diante da liberdade religiosa que se torna cada vez mais ampla. A grande dificuldade da BT não é entrar é permancer! Pois a maioria não passa nos primeiros estágios de aprendizado, alias esta aberto a todos que queiram, querem um caminho? Conselho de Bruxaria Tradicional, muito simples e exato, sem disfarces ou prepotências.

O que dizemos é que a Bruxaria Tradicional é seletiva, pois como uma crença tradicional tende a exigir uma transmutação pessoal profunda, a Bruxaria Tradicional, como entendemos, tem suas leis na própria Natureza, ela é muito mais do que um plágio de outros sistemas de feitiçaria baseados em crenças tradicionais globalizadas.

Temos visto alguns poucos falarem sobre que existe um fenômeno sobre Bruxaria no Mundo, na verdade o que existe no Mundo são as operações ligadas à feitiçaria, geralmente renegadas pela sociedade e traduzidas erroneamente para o português como bruxaria, tendo como base a visão católica, pois a propaganda é que sempre servem a um objetivo “pouco nobre”, querem dar o nome de bruxaria para isso? Tal como os filmes da Disney, isso não muda em nada o que os Evangélicos entendem por Bruxaria.

Essa estrutura de pensamento nos foi apresentada à décadas atrás, em um projeto que tínhamos chamado “Projeto Bruxaria” uma das colaborações mais antigas virtuais que no qual promoveu a entender o que era Bruxaria Tradicional, o único problema é que a internet não abrangia como hoje o faz e, sendo assim, pouco ou nada tivemos de contato produtivo com diferentes grupos que se diziam bruxos tradicionais, muitos ligados ao neo-paganismo, alguns advindos do esotérismo filiados em X,Y e Z ordens iniciáticas e outros expulsos de instituições neo-pagãs e usam do termo para ofender estas instituições até os dias de hoje.

É fato que nosso segmento não é amigável a adolescentes, que estão descobrindo sua religiosidade, pois de certa forma, ou se nasce dentro dessa cultura/ crença ou se aprende depois de muito peregrinar por diversas religiões, seitas, ordens, etc...

Lembramos de uma reunião a qual participávamos e os mais velhos diziam “Eles são muito jovens”, bom... isso na época parecera uma visão negativa sobre os iniciantes, mas depois de alguns bons anos, percebemos que é uma grande verdade, falta maturidade nas pessoas que buscam pelos movimentos magistas, pois geralmente os objetivos são superficiais e egóicos.

Hoje estamos inclinados a aceitar o termo “Traditional Witchcraft” como sendo a tradução correta para “Bruxaria Tradicional”, sem os acessórios frágeis do tema “Antiga Arte”, temos a obrigação de dizer que qualquer pessoa pode seguir uma tradição, seja por nascer nela ou por ter grande influência dela, temos tantas pessoas interessadas nas tradições ibéricas que para nós é uma grande honra, tal como vemos tantos outros dedicados à cultura irlandesa, sejam estas pessoas cristãs, evangélicas, neo-pagãs ou magistas ecléticos.

Algo necessário que deve ser revisto com seriedade são pessoas que se auto promovem como iniciados pela vovó, pela família do marido, pela tia, é muito fácil compreender esta questão, é só perceber o que estas pessoas tanto defendem e qual é a base mágica que elas propagam, no fundo essas pessoas só querem um pouco de atenção, serem servidas por suas ovelhinhas e por que não ganharem um dinheirinho criando polêmicas e sendo a salvadora de sua visão pessoal eclética bruxesca, essa visão frágil que tentam construir, mesmo que tentem parecer “elitistas” com base em currículos magistas enormes ou fotos na Europa; nós por outro lado não precisamos mostrar fotos no antigo continente, basta apresentar o nosso passaporte e nossa cidadania, basta observar como destrinchamos essas crenças com facilidade, como indicamos suas origens.

Isso não é veneno, é conhecimento, conhecimento somente se torna veneno para quem deseja se manter ignorante! E nós francamente adoramos estes textos, para nós é diversão, para alguns até motivo de piada, por isso até motivamos e agradecemos a descontração.

Cordialmente,

terça-feira, 1 de março de 2011

Bruxaria Tradicional - um caminho liberto

Revendo alguns textos podemos observar a palavra liberdade sendo colocada a todo o momento, acreditamos que o caminho da Bruxaria Tradicional é liberto, pois ele nos mostra uma peregrinação de auto-conhecimento, ele não nos cobra participarmos com reuniões semanais, ele não implica em uma junção de procedimentos cerimoniais para culto, não existe o pesar tão duro sobre um deus único e benevolente pronto a te deixar em desgraça por algum deslize, não existe o pecado e nem um ser que te faça pecar, não existe o castigo de queimar no inferno, ou o benefício das 40 virgens, existe apenas o caminho e você, e isto, a nós inspira liberdade.

Mas percebam, essa liberdade em nada tem em comum com ecletismo religioso, a bruxaria é um caminho tal como as diversas trilhas (sendas e religiões) que existem e que te levam a lugares conforme seu objetivo, não quer dizer com isso que seja libertino, herege, ou qualquer outra manifestação de rebeldia, pois o que percebemos nesse tramitar é justamente a harmonia de se viver bem, consigo mesmo e com tudo o que lhe cerca; isso não tem haver com “Paz e Amor” tem haver sim com a sincronia perfeita com o universo, o perfeito estado de êxtase, da manifestação da sabedoria.

Muitas pessoas não concordam com esse pensamento, pois estão fixadas em suas crenças pessoais como se isto fosse um caminho a que todos podem ou deveriam seguir e dão o nome de Bruxaria Tradicional, num sistema exclusivo de feitiçaria, geralmente ligada a tudo o que existe em magia, com base na cultura africana, tal como risco de chão com pemba, símbolos pitagóricos, judaicos ou cristãos, com culto a Exu, com o estereotipo de magia negra, no entanto esse mesclado de crenças e feitiçaria é ligado exclusivamente a crenças íntimas e mesmo dentro de grupos, percebemos uma total desfoque de idéias, o que não poderia ser diferente, não é um caminho e muito menos Bruxaria Tradicional.

Existem pessoas que usam do termo tradição para terem notoriedade no assunto, tradição para nós é base de conhecimento, portanto seria impossível aprender o contexto de tradição por livros, ela é apenas passada pela prática, pela vivência, pela forma oral. Podemos ler, por exemplo, sobre culinária portuguesa, entretanto nunca saberemos a receita legítima dos ditos “Pasteizinhos de Belém”, com isso entendam que ninguém irá colocar estes detalhes em livros, tal como até hoje não sabemos a formula da Coca-Cola, embora muitas empresas façam sabores similares.

Oferecemos um caminho amplo e liberto que possibilita a troca de conhecimento, como também o silêncio da peregrinação, cabe a cada um rever suas bases, pois se você consegue separar seus procedimentos mágicos por religiões, esteja certo que o que segue é apenas uma colcha de retalhos e nada mais do que isso.


Cordialmente,
CBT (Conselho de Bruxaria Tradicional)