domingo, 16 de janeiro de 2011

Devaneios... meus devaneios!!

Passos calmo pela rua deserta
Olhos perdidos em meio ao cinza do asfalto
O silêncio enchendo o vazio da cena,
Dando espaço para os pensamentos excedidos e contidos
Caminho... em linha reta me persigo...
Perco-me ao tentar me encontrar
E recomeço o caminhar...
Os olhos oscilantes entre o brilho e a escuridão
Enxergam um perante ainda distante...
Sentindo e gritando com tamanha exatidão
Voam e mergulham em meu mar estremo
E nessas águas perco a respiração...
E engulo a seco os fragmentos de uma explosão
E os passos aceleram...
Olho para os lados procurando por alguém
Procurando por algo que não sei se existe...
Mas sei que me faz falta
Então olho para os lados... vejo um punhado de faces que me pertence
Expressões intensas e marcantes que não sei ao certo o que querem dizer
Coração acelera com os passos... e o deserto não está mais seco...
O vazio não está mais presente... e minhas vozes tomam o lugar do silêncio...
Percebo os tons de cada parte de mim...
O aroma de cada instante, enfim....
Tantas possibilidades e aspirações
Tantas vontades e desejos guardados querendo um espaço pra ser
Como escolher quem libertar...quem repreender...
Ignoro! ...ou simplesmente fujo dos meus próprios olhares pidões...
Apaticamente volto meu olhar pro acinzentado asfalto que me queima os pés... sim... os passos rápidos junto ao tempo que não para...
Percebo que estou adiando o inevitável!!
Percebo que a fuga está ficando cada vez mais difícil....
E a vontade de correr pra “casa” aumenta...
Com o peito cheio... e a cabeça pesada... tampo meus ouvidos e fecho meus olhos...
A corrida começa... o ar me falta... será O abismo logo em frente?
Sentindo o vento gélido nos cabelos, não sei se voo ou se me atiro...
O que me segura? Quais são as raízes que me  sustentam nesse mundo?
Por onde anda a chuva para alimenta meus botões...
E a brisa tocará meu rosto trazendo alívio...???
Quando o cheiro de terra molhada me fará sorrir? E do meu riso brotará novamente flor...
A ânsia pelo equilíbrio se faz presente
Os sentidos apurados vertem
Dando forma diferente...
E no espelho já não me reconheço...
E o tempo, já nem é mais o mesmo...
Meus nomes se acumulam
Meus passados marcando a fogo minha pele...
Misturando os aromas de cada vivencia...
Na esperança de saber o que fazer...
Como abrir mão de parte de mim?
Como viver sabendo que parte que amo em mim vai morrer?
O cansaço chega e não tomo uma decisão...
Caio de joelhos no chão e o tempo espera uma reação
Abro os olhos... e encaro-me então
Das cinzas  no chão renasce a brasa ardida
Acendo-me então...
Despeço-me de mim mais uma vez

E continuo a transição...

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